quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Como vai você?

Ontem eu te liguei e você não me atendeu. Eu senti fisicamente as esperanças se escoarem de dentro de mim. Era como se o sangue não circulasse mais pelo meu corpo, ele se concentrava nas pontas dos meus pés. No último toque do telefone eu já não tinha forças físicas para segurá-lo na altura do ouvido, e ele caiu no chão, junto com o resto de esperança que ainda havia dentro de mim.

Eu tentei de todas as formas. Eu te busquei, te esperei, fui àtras, eu liguei, eu lhe entreguei o que eu tinha de melhor, minha alma de mão beijada, assim, só na espera de um gesto seu, de ir buscá-la. Mais você não foi, não vai. Não quer.

A gente sempre tem a sensação de que errou, de que foi demais ou de menos, de que poderia ter feito diferente. Eu não tenho muitos arrependimentos neste sentido. Talvez tenha demorado tempo demais para descobrir o que eu sentia, mais não me culpo por isso.

Não se preocupe, eu vou sobreviver, porque mesmo em meio a mais louca tempestade, ao mais vil furacão, sempre depois vem o sol, magestoso e triunfal, trazendo luz e calor ao que sobrou. Existem plantas, àrvores que são derrubadas em meio a estas tempestades, mais com um pouco de paciência e cuidado elas sempre se levantam, são replantadas, podadas. E na primavera, voltam a fl0recer. Ando em meio a tempestade, mais com a certeza que o sol da minha vida vai brilhar.

Obs.: Eu já disse que te amo? (às vezes isso não basta).

Obs2.: Prometo não te ligar mais.

"Vem, que o tempo pode afastar nós dois, não deixe tanta vida pra depois, eu só preciso saber. Como vai você?" (Antonio Marcos / Mario Marcos)

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