quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Não entendo mais nada.

Sério, hoje eu vou complicar ainda mais. Eu sei que na maioria das vezes a gente procura só entender, mais tem coisas que a gente nunca vai entender.

A gente não entende a vida, não entende como tudo pode ser tão perfeito ao mesmo tempo que pode ser tão cruel, não entende de onde surgiu a energia e como fizeram ela entrar num cabo de ferro e ligar uma coisa a outra até que a sua tv funcione. Não entende como uma semente pode virar uma flor tão linda, e como uma criança tão linda quando cresce pode virar um Hitler. Na verdade, parte disso tem a ver com o livre arbitrio de cada um, a gente pode escolher plantar a semente e ver no que vai dar, mais não dá para se colher flores onde sementes nunca foram plantadas.

A gente não entende os pais, poxa isso para mim é muito dificil mesmo. Talvez porque eu ainda não seja mãe, dizem que facilita muito quando isso acontece e eu espero mesmo que seja verdade. Não entendemos os castigos, as palmadas, as palavras ríspidas, a falta de tempo, enfim.

Nós as vezes não entendemos nossos próprios amigos. Não entendemos porque aquela amiga que ficou com aquele cara que você era afim, aquilo soou como a mais alta traição e foi tão dolorido. Tão dificil de esquecer. Não entendemos porque a outra que se casou e consequentemente te trocou pelo marido, pela faxina do final de semana, pelo supermecado ou a ida a feira. Vocês estavam juntas em todas as baladas, todos os eventos sociais mais badalados e de repente você não a tem mais como parceira, como companhia constante. Não pode ligar a qualquer hora, não pode convidar para fazer qualquer programa (mesmo porque ela não vai topar).

Faz parte do ciclo natural das coisas. Assim como a flor que você plantou no seu jardim (e que agora as lagartas querem devorar), o pior seria entender se você plantasse rosas e nascesse abobrinha. Como a fase se menina levada e solteira foi ultrapassada pela de mulher madura e casada. É tudo parte de um grande ciclo, o dificil é a gente se cituar no meio dele. Eu não acredito em destino, ia ser muito triste se tudo já estivesse destinado a ser e eu não pudesse fazer nada para mudar, iria me sentir uma marionete ou um ventríloco. Eu faço o meu destino, eu traço o meu caminho. Na verdade ultimamente eu ando tão perdida que só tenho me deixado levar. Aceito os convites que me ofertam, vou nos lugares que me convidam e só deixo o tempo passar. Mais ele passa, implacávelmente.

Tic tac

Onde está você? Onde estamos nós neste história? Se isso é um ciclo, não tem fim... quer dizer então que eu te amo infinitamente. Mesmo sabendo que isso não me leva a nada, mesmo não entendendo como tanto amor pode ser renegado. Eu só AMO! Amo e não entendo. Porque tem coisa que não é para ser entendida.É pra ser vivida e ponto.

"(...) O tempo faz tudo valer a pena e nem o erro é desperdício. Tudo cresce e o início, deixa de ser início, e vai chegando ao meio, aí começo a pensar que nada tem fim..." (Ana Carolina)

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