terça-feira, 24 de novembro de 2009

Tempo...

“Tentei, porém nada fiz...
Muito, da vida, eu já quis.
Já quis... mas não quero mais...” (Cecilia Meireles)



É muito estranho escrever sobre você, o mundo gira e as coisas mudam mesmo que lentamente. Estranho escrever de um passado de sonhos perfeitos e amor eterno. Mas é como Vinicius de Moraes dizia, “que seja eterno enquanto dure”. É estranho ler sobre todo amor, toda expectativa, toda dor e tudo que se passou entre nós, ou melhor, comigo. Afinal foi só eu que amei, só eu que me envolvi, só eu que sonhei e só eu sofri.

E hoje eu lembro disso de forma doce e até carinhosa, não existem magoas em não ser correspondida, existem tantas coisas mais relevantes a serem ponderadas. E tudo que não é capaz de nos derrubar nos faz mais fortes. Talvez ter um coração mais forte não seja uma virtude, porque com o tempo o meu quase se transformou em pedra. Mas quando a gente ama mesmo, é como o ditado popular “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”. E assim vai, amolecendo aos poucos, voltando a bater lentamente e depois apaixonadamente, com toda força e intensidade. As pedras acabam ruindo e se transformando em pó e aguenta coração tanta emoção e eu euforia.

Até que um dia a gente realmente encontre alguém, ou não, que faça tudo fazer sentido, que faça valer a pena. Escrever sobre você foi bom, mas acabou. Foi um capítulo da minha vida, uma página que virou, e agora é hora de seguir em frente e ser feliz, mais feliz, e sem você, sem nós, só EU. Em um novo livro, repleto de páginas em branco para eu escrever do jeito que quizer e com quem eu quizer. Afinal, o "papel aceita tudo".

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